Esofagite: Sintomas, Causas e Tratamento
A esofagite é a inflamação da mucosa do esôfago, na maioria das vezes provocada pelo refluxo ácido crônico. Entenda as causas, os graus de gravidade e quando o tratamento clínico deixa de ser suficiente e a correção cirúrgica se torna necessária.
Afirmação Factual Direta: A esofagite é, na grande maioria dos casos, uma consequência direta da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) não controlada. Casos leves respondem à medicação, mas casos graves ou recorrentes costumam exigir a correção cirúrgica da falha mecânica que causa o refluxo.
O que é Esofagite?
Esofagite é o nome médico dado à inflamação da mucosa que reveste internamente o esôfago, o tubo muscular que liga a garganta ao estômago. A forma mais frequente, de longe, é a esofagite de refluxo (ou esofagite péptica): o ácido gástrico que deveria permanecer no estômago sobe repetidamente para o esôfago — cuja mucosa não é preparada para tolerar esse nível de acidez — e causa uma queimadura química progressiva no tecido.
Existem também formas menos comuns, como a esofagite eosinofílica (de origem alérgica/imunológica) e a esofagite infecciosa (mais rara, associada a fungos ou vírus em pacientes imunossuprimidos). Este conteúdo tem foco na esofagite de refluxo, que é a forma diretamente relacionada à especialidade da Dra. Juliana Henrique.
Sintomas da Esofagite
Sintomas mais comuns
Queimação retroesternal (azia), regurgitação ácida, dor ou desconforto ao engolir (odinofagia), sensação de alimento parado no meio do peito (disfagia) e dor torácica que pode ser confundida com problema cardíaco.
Sinais de alerta
Perda de peso não intencional, vômitos com sangue ou fezes escurecidas, dificuldade progressiva para engolir sólidos e anemia sem causa aparente exigem avaliação médica em caráter de urgência.
Graus da Esofagite Erosiva (Classificação de Los Angeles)
Durante a endoscopia digestiva alta, o médico classifica a gravidade das lesões encontradas no esôfago segundo a Classificação de Los Angeles, o sistema mais usado mundialmente para padronizar o diagnóstico da esofagite erosiva:
- Grau A: uma ou mais erosões menores que 5mm, restritas às pregas da mucosa.
- Grau B: erosões maiores que 5mm, ainda sem se unir entre si.
- Grau C: erosões confluentes, cobrindo menos de 75% da circunferência esofágica — costuma indicar avaliação cirúrgica.
- Grau D: erosões confluentes cobrindo 75% ou mais da circunferência — a forma mais grave, com forte indicação cirúrgica.
Como a Esofagite é Diagnosticada?
O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, exame que permite visualizar diretamente a mucosa esofágica, graduar a gravidade das lesões e coletar biópsias quando necessário para descartar alterações mais avançadas, como o Esôfago de Barrett. Em casos selecionados, exames complementares — pHmetria (mede a exposição ácida do esôfago) e manometria esofágica (avalia a força e a coordenação da musculatura do esôfago) — ajudam a confirmar a causa e planejar o tratamento mais adequado, incluindo a eventual indicação cirúrgica.
Tratamento: Medicação ou Cirurgia?
O tratamento inicial da esofagite de refluxo é feito com inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol), que reduzem a acidez do conteúdo gástrico e permitem a cicatrização da mucosa esofágica lesionada. Esse tratamento costuma ser eficaz nos graus A e B, sobretudo quando associado a ajustes alimentares e posturais.
O problema é que a medicação neutraliza o ácido, mas não corrige a causa mecânica — a falha do esfíncter esofágico inferior, muitas vezes agravada por uma hérnia de hiato. Por isso, nos casos de esofagite grau C ou D, de recidiva frequente apesar do tratamento clínico correto, ou de progressão para Esôfago de Barrett, a cirurgia do refluxo (fundoplicatura) passa a ser a opção que trata a origem do problema, e não apenas seus sintomas. Quando há hérnia de hiato associada, ambas as correções costumam ser feitas no mesmo procedimento.
Dra. Juliana Henrique — Especialista em Esofagite e Cirurgia do Refluxo em SP
A Dra. Juliana Henrique é cirurgiã médica há mais de 20 anos, Fellow do American College of Surgeons (FACS), com atuação focada na avaliação e no tratamento definitivo da esofagite de refluxo e suas causas mecânicas em São Paulo. Seu consultório no Jardim Paulista une análise minuciosa dos exames de imagem e funcionais à condução cirúrgica quando a medicação não é mais suficiente.
Perguntas Frequentes Sobre Esofagite
O que é esofagite?
Esofagite é a inflamação da mucosa que reveste o esôfago. A causa mais comum é a exposição repetida ao ácido do estômago em pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), quadro chamado de esofagite de refluxo ou esofagite péptica. Também existem formas menos comuns, como a esofagite eosinofílica (de origem alérgica) e a infecciosa, geralmente em pacientes imunossuprimidos.
Esofagite tem cura?
A esofagite de refluxo, na maioria dos casos, cicatriza com tratamento adequado. Casos leves respondem bem a inibidores de bomba de prótons. Já em quadros graves (graus C e D da Classificação de Los Angeles) ou recorrentes apesar da medicação, a causa mecânica de base — geralmente a falha do esfíncter esofágico inferior ou uma hérnia de hiato — precisa ser corrigida cirurgicamente para evitar que a inflamação retorne.
Quais são os graus da esofagite erosiva?
A Classificação de Los Angeles divide a esofagite erosiva em quatro graus, do mais leve ao mais grave: Grau A (uma ou mais erosões menores que 5mm), Grau B (erosões maiores que 5mm, sem confluência), Grau C (erosões confluentes, cobrindo menos de 75% da circunferência do esôfago) e Grau D (erosões confluentes cobrindo 75% ou mais da circunferência). Graus C e D costumam indicar avaliação para tratamento cirúrgico.
Esofagite pode virar câncer?
A esofagite de refluxo isolada não é câncer, mas a inflamação crônica e não tratada pode evoluir, ao longo de anos, para o Esôfago de Barrett — uma alteração celular pré-cancerosa — e, em uma minoria dos casos, para adenocarcinoma de esôfago. Por isso, esofagite recorrente ou de longa data deve ser acompanhada com endoscopias periódicas e tratamento definitivo da causa.
Quando a esofagite precisa de cirurgia?
A cirurgia (fundoplicatura) é considerada quando a esofagite é grau C ou D, quando há recidiva frequente apesar do uso correto de medicação, quando existe hérnia de hiato associada, ou quando o paciente já apresenta Esôfago de Barrett. O objetivo da cirurgia é eliminar a causa mecânica — a falha da válvula antirrefluxo — e não apenas neutralizar o ácido como a medicação faz.
Avaliar Diagnóstico de Esofagite
Traga o laudo da sua endoscopia para uma avaliação precisa sobre o grau da esofagite e a necessidade — ou não — de correção cirúrgica.
A causa mais comum de esofagite é a DRGE crônica sem controle adequado.
Apenas o exame endoscópico confirma o grau de gravidade e orienta a conduta correta.
Não Deixe a Esofagite Evoluir Sem Acompanhamento
Esofagite recorrente ou grave merece investigação especializada. Agende sua consulta com a Dra. Juliana Henrique para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento definitivo.
Falar pelo WhatsApp