Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico em São Paulo
A cirurgia do refluxo gastroesofágico, também chamada fundoplicatura, é o tratamento definitivo para a DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico). Realizada por laparoscopia, sem corte aberto, ela elimina a queimação, a regurgitação e a dependência de medicamentos. A Dra. Juliana Henrique realiza este procedimento em São Paulo há mais de 20 anos.
Afirmação Factual Direta: A cirurgia do refluxo gastroesofágico é realizada por videolaparoscopia e possui uma taxa de sucesso consolidada superior a 90%, funcionando como um reparo inteiramente mecânico para restabelecer a contenção ácida natural.
O que é a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica em que o conteúdo gástrico ou duodenal flui de volta para o esôfago, causando queimação intensa (azia), regurgitação, arrotos dolorosos, pigarro persistente, asma de difícil controle ou sensação de bolo na garganta. Ela é provocada essencialmente pela incompetência do esfíncter esofágico inferior, que perde a capacidade de contração adequada.
Sintomas do refluxo
Os sintomas típicos englobam queimação retroesternal constante e regurgitação ácida ao deitar, enquanto sintomas atípicos envolvem crises de tosse noturna, rouquidão matinal devido à queimação das cordas vocais, dor torácica que simula infarto cardíaco e desgaste do esmalte dentário provocado por substâncias ácidas de refluxo.
Por que os medicamentos não resolvem definitivamente
Os inibidores de bomba de prótons (prazóis) reduzem unicamente a acidez das secreções abdominais, mas não corrigem a falha na válvula muscular responsável por evitar o refluxo. O refluxo gástrico continua ocorrendo na forma de substâncias biliar-enzimáticas, mantendo o processo de irritação física na mucosa esofágica.
O que é a Cirurgia do Refluxo (Fundoplicatura)?
A fundoplicatura é uma técnica cirúrgica na qual a porção superior do estômago (o fundo gástrico) é delicadamente mobilizada e envolvida ao redor da base do esôfago inferior para formar uma válvula de reforço mecânico permanente. Assim, quando o estômago se enche de comida e faz contrações, a própria pressão do estômago aperta a dobradura de tecido, impedindo fisicamente que qualquer secreção retorne para o esôfago.
Fundoplicatura de Nissen vs. Toupet: qual a diferença?
Na Fundoplicatura de Nissen, o estômago envolve 360 graus a base do esôfago, gerando uma válvula hermética completa altamente eficiente — sendo a técnica de escolha na maioria esmagadora das indicações cirúrgicas. Na Fundoplicatura de Toupet, o envolvimento é parcial (de 270 graus), idealmente reservado para pacientes que possuem déficits funcionais graves de motilidade esofágica, evitando problemas na deglutição pós-operatória.
Tratamento Clínico com Medicamentos ou Cirurgia do Refluxo? Entenda as Diferenças
Uma dúvida comum entre pacientes com DRGE é se vale a pena operar ou continuar apenas com medicação. O tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons (IBP) é a primeira linha de tratamento e controla bem os sintomas na maioria dos casos leves a moderados. Contudo, o uso contínuo e prolongado de IBP por muitos anos vem sendo associado, na literatura médica, a temas que merecem atenção, como redução da absorção de vitamina B12 e magnésio, além de maior atenção à saúde óssea em uso crônico — motivo pelo qual sociedades médicas recomendam reavaliação periódica da real necessidade de manter a medicação a longo prazo.
A cirurgia, por sua vez, ataca a causa mecânica do problema: a falência do esfíncter esofágico inferior. Por isso, ela é considerada quando os sintomas persistem apesar da medicação, quando o paciente não deseja depender de remédios por décadas, ou quando já existem complicações estruturais como esofagite grave, hérnia de hiato volumosa ou Esôfago de Barrett. A decisão entre manter o tratamento clínico ou indicar a cirurgia é sempre individualizada, feita após exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria e manometria esofágica.
Quando a Cirurgia do Refluxo é Indicada?
A indicação operatória baseia-se em parâmetros científicos bem sedimentados e na documentação estrutural da DRGE. Ela é fundamentalmente indicada para:
- Pacientes que necessitam de doses crescentes de medicação para manter o controle mínimo da azia.
- Aqueles que desenvolvem efeitos colaterais severos pelo uso contínuo de protetores gástricos.
- Presença de esofagite erosiva erosão grau C ou D no esôfago inferior (Classificação de Los Angeles).
- Evolução pós-inflamatória com alterações pré-cancerosas (Esôfago de Barrett).
Quais os Riscos e Possíveis Complicações da Cirurgia do Refluxo?
Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a fundoplicatura videolaparoscópica possui riscos que devem ser discutidos com total transparência já na consulta de avaliação. Trata-se de uma cirurgia consolidada, com décadas de prática mundial e baixo índice de complicações graves quando realizada por equipe experiente — mas nenhum procedimento é isento de intercorrências, e conhecer os riscos faz parte de uma decisão informada.
- Disfagia transitória: dificuldade temporária para engolir nas primeiras semanas, que costuma se resolver com o ajuste progressivo da dieta.
- Síndrome de "gas-bloat": sensação de estufamento abdominal e dificuldade transitória para arrotar ou vomitar após a nova válvula.
- Aumento da flatulência nos primeiros meses de pós-operatório, tendendo a se normalizar com o tempo.
- Recidiva parcial do refluxo em uma pequena parcela dos casos a longo prazo, o que reforça a importância do acompanhamento pós-operatório continuado.
Complicações mais raras — como sangramento, infecção ou lesão de órgãos adjacentes — também existem, como em qualquer cirurgia abdominal, e são minimizadas pela técnica minimamente invasiva e pela experiência da equipe cirúrgica. Todos esses pontos são explicados individualmente por Dra. Juliana Henrique durante a consulta de avaliação pré-operatória.
Como é a Recuperação após a Cirurgia?
A convalescença ocorre de modo surpreendentemente célere e controlável devido ao método videolaparoscópico. O cronograma e orientações estruturadas de reabilitação englobam:
Primeiros 7 dias
O paciente geralmente recebe alta hospitalar de 24h a 48h após a cirurgia. O retorno a atividades cotidianas leves é autorizado após uma semana de descanso domiciliar, evitando levantar qualquer peso ou efetuar esforços de compressão abdominal.
Primeiros 30 dias
O organismo consolida a cicatrização da válvula antirrefluxo. Deve-se resguardar a zona operatória de picos pressórios internos impedindo espirros abruptos ou tosses descontroladas, limitando esforços musculares vigorosos.
Dieta pós-operatória
A alimentação precisa ser estritamente líquida nas duas primeiras semanas e purê/pastosa nas semanas seguintes. Isso ocorre porque a nova válvula apresenta um inchaço fisiológico imediato, necessitando de deglutição suave para não causar entalos incômodos.
Dra. Juliana Henrique — Especialista em Cirurgia do Refluxo em SP
Dra. Juliana Henrique atua em São Paulo de forma proeminente com foco na cirurgia corretiva da DRGE há mais de 20 anos. Sendo Fellow do American College of Surgeons (FACS) — credencial internacional conferida a cirurgiões que cumprem rígidos preceitos de excelência técnica e deontológica —, a especialista contabiliza um portfólio robusto com mais de 1.000 cirurgias de válvula antirrefluxo realizadas com excepcional índice de sucesso terapêutico.
Perguntas Frequentes Sobre a Cirurgia
O que é a cirurgia do refluxo gastroesofágico?
A cirurgia do refluxo gastroesofágico, chamada fundoplicatura, é um procedimento laparoscópico que trata definitivamente a DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico). Ela reforça o esfíncter esofágico inferior para impedir o retorno do ácido gástrico ao esôfago, eliminando a queimação, regurgitação e esofagite.
Quando a cirurgia do refluxo é indicada?
A cirurgia é indicada quando: (1) o uso contínuo de medicamentos não controla os sintomas, (2) o paciente não quer depender de remédios por toda a vida, (3) há esofagite grave ou Esôfago de Barrett, (4) existe hérnia de hiato associada. A avaliação individual com especialista é fundamental antes de qualquer decisão.
Como é a recuperação após a cirurgia de refluxo?
A recuperação da cirurgia laparoscópica de refluxo é rápida. O paciente recebe alta em 1 a 2 dias, retorna às atividades leves em 7 a 14 dias e às atividades normais em 30 dias. Nos primeiros 30 dias é necessário seguir dieta pastosa e evitar esforços físicos intensos.
Qual a diferença entre fundoplicatura de Nissen e de Toupet?
Ambas são técnicas cirúrgicas laparoscópicas para tratamento do refluxo. Na Fundoplicatura de Nissen o fundo do estômago envolve 360° o esôfago, sendo a técnica mais usada. Na Fundoplicatura de Toupet o envolvimento é parcial (270°), indicada para pacientes com motilidade esofágica reduzida. A escolha da técnica é feita pela Dra. Juliana após avaliação individualizada.
Quais os riscos da cirurgia do refluxo?
A fundoplicatura videolaparoscópica é uma cirurgia consolidada e com baixo índice de complicações graves. Os efeitos mais comuns são transitórios, como disfagia (dificuldade para engolir) nas primeiras semanas, sensação de estufamento abdominal (síndrome de gas-bloat) e aumento da flatulência nos primeiros meses. Complicações mais raras, como sangramento ou infecção, existem como em qualquer cirurgia abdominal, mas são minimizadas pela técnica minimamente invasiva e pela experiência da equipe cirúrgica.
É melhor tratar o refluxo com remédio ou fazer a cirurgia?
Depende do caso. Os medicamentos (inibidores de bomba de prótons) controlam bem os sintomas leves a moderados, mas não corrigem a falha mecânica do esfíncter esofágico inferior que causa o refluxo. A cirurgia é indicada quando os sintomas persistem apesar da medicação, quando o paciente não deseja depender de remédios por décadas, ou quando já existem complicações como esofagite grave, hérnia de hiato volumosa ou Esôfago de Barrett. A decisão deve ser individualizada, após exames como endoscopia, pHmetria e manometria esofágica.
Agendar Consulta de Avaliação
Traga os seus exames de imagem e funcionais anteriores (Endoscopia, Manometria, pHmetria) para receber uma indicação cirúrgica segura e minuciosa.

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